
A busca por um contorno corporal mais harmonioso nem sempre envolve a utilização de próteses.
Em pacientes selecionados, a gordura do próprio corpo pode ser utilizada para melhorar determinadas proporções e acrescentar volume aos glúteos.
Essa técnica é conhecida como lipoenxertia glútea e exige planejamento cuidadoso, especialmente em relação à segurança.
Como funciona a lipoenxertia?
O procedimento envolve a retirada de gordura de áreas doadoras, geralmente por meio de lipoaspiração.
Depois de preparada, parte dessa gordura é transferida para a região glútea, com o objetivo de melhorar o contorno e proporcionar volume.
A quantidade de gordura disponível, a anatomia e as características da pele influenciam o planejamento.

Quais são as vantagens de utilizar a própria gordura?
A lipoenxertia permite trabalhar simultaneamente o contorno das regiões doadoras e receptoras.
Como utiliza tecido autólogo, ou seja, do próprio paciente, não exige a colocação de implantes para produzir o aumento de volume.
Entretanto, uma parcela da gordura transferida pode ser reabsorvida pelo organismo, e o resultado final depende da integração do tecido enxertado.
Por que a segurança merece atenção especial?
A lipoenxertia glútea apresenta riscos específicos, incluindo a embolia gordurosa pulmonar, uma complicação potencialmente fatal.
As recomendações de segurança enfatizam que a gordura deve ser depositada exclusivamente no plano subcutâneo, evitando a injeção intramuscular.
O uso de ultrassonografia durante o procedimento permite acompanhar o posicionamento da cânula e representa um recurso importante para aumentar a segurança da técnica.
Estudos recentes demonstram resultados favoráveis com protocolos que utilizam orientação ultrassonográfica, embora nenhum procedimento cirúrgico seja isento de riscos.
Quem pode realizar o procedimento?
A indicação depende de avaliação médica, quantidade de gordura disponível, condições clínicas e expectativas realistas.
Nem todos os pacientes apresentam características adequadas para esse tipo de cirurgia.
O objetivo deve ser alcançar proporções equilibradas, respeitando os limites anatômicos e priorizando a segurança em todas as etapas.
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- Ultrasound-Guided Gluteal Fat Grafting: What is the Evidence? Revisão sistemática e metanálise (2025).
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40203280/- Gluteal Augmentation with Fat Grafting. Revisão sistemática de complicações e fatores técnicos (2026).
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41051287/- American Society of Plastic Surgeons. Gluteal Fat Grafting: A Joint Safety Statement.
https://www.plasticsurgery.org/for-medical-professionals/publications/psn-extra/news/gluteal-fat-grafting-a-joint-safety-statement
Conteúdo técnico elaborado por Dr. Nelson Augusto Letizio
Cirurgião Plástico | CRM-SP 39.108 | RQE 19.550



